Surto do Hantavírus deixa mundo em alerta máximo

A transmissão geralmente ocorre pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores silvestres contaminados.
O surto de hantavírus que vem sendo monitorado pela OMS realmente chamou atenção internacional após casos registrados em um cruzeiro que saiu da Argentina. A cepa investigada é o chamado “vírus Andes”, uma variante rara que pode ter transmissão entre pessoas em contatos muito próximos.
A afirmação de que ele é “40 vezes mais mortal que o coronavírus” é exagerada e imprecisa. O que especialistas explicam é que algumas formas de hantavírus podem ter taxa de mortalidade entre 30% e 50%, enquanto a Covid-19 teve letalidade muito menor na média global. Porém, o hantavírus é MUITO menos transmissível que o coronavírus.
Segundo a própria OMS, o risco de pandemia global atualmente é considerado baixo. O vírus não se espalha com facilidade como a Covid-19, gripe ou sarampo. A transmissão geralmente ocorre pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores silvestres contaminados.
Os principais sintomas incluem: febre alta; dores musculares; cansaço intenso; falta de ar; evolução rápida para problemas pulmonares graves.
No Brasil, casos de hantavirose já existem há décadas, principalmente em áreas rurais.
Apesar do alerta internacional, especialistas reforçam que:não há evidência de transmissão sustentada em massa;não existe cenário parecido com o início da Covid-19;o surto está sendo monitorado e isolado rapidamente.



