
Decisão de André Mendonça ocorre em meio à crise entre ministros da Corte e mantém sob sigilo apenas diligências consideradas imprescindíveis.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantou na noite desta quinta-feira (10) o sigilo de 15 processos relacionados às investigações do caso Master. A medida foi tomada após determinação do presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
Ao todo, foram tornados públicos dois inquéritos, uma reclamação e 12 petições. Segundo a decisão, permanecerão protegidas as diligências cujo sigilo seja considerado “imprescindível”.
Entre os procedimentos que ainda podem tramitar sob sigilo estão quebras de sigilos bancários e telemáticos que permanecem em andamento.
Decisão ocorre em meio a crise no STF
Fachin também determinou o envio da íntegra dos processos ao gabinete da Presidência e aos demais ministros do Supremo.
A medida ocorre em meio ao agravamento da crise entre integrantes da Corte, que se intensificou após Mendonça retirar o sigilo de parte da investigação do caso Master. Dados encontrados no celular do banqueiro Daniel Vorcaro apontaram conexões com o ministro Alexandre de Moraes, cujo escritório da esposa teria sido contratado por valores milionários.
Na terça-feira (8), Mendonça havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. No dia seguinte, o ministro Flávio Dino concedeu uma liminar para reintegrá-lo ao cargo.
Em resposta, Fachin suspendeu as decisões de Mendonça e Dino, cancelou as sessões plenárias previstas para esta semana e marcou uma sessão pública para terça-feira (15), às 10h, para discutir os conflitos.
O presidente do STF também vem conversando com os demais ministros na tentativa de intermediar uma solução para a crise.
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