
Relatórios da Polícia Federal teriam sido usados por Alexandre de Moraes para pedir investigação contra André Mendonça; Edson Fachin também pediu explicações aos ministros e autoridades citadas.
O Supremo Tribunal Federal enfrentou uma noite de turbulências, com novos desdobramentos em relação às crises que afetam os membros da Corte, nesta quinta-feira (3).
O que aconteceu
Alexandre de Moraes se amparou em relatórios da Polícia Federal para pedir investigação contra André Mendonça, que dias antes deixou o país saber da relação do colega com Daniel Vorcaro e que, até o momento, não disse uma palavra em defesa própria.
Posteriormente, a imprensa recebeu informações de que André Mendonça teria sugerido ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que suspendesse Moraes. O ministro pediu o afastamento de forma verbal e prometeu apresentar petição ainda na noite de ontem.
Segundo Alexandre de Moraes, Mendonça precisa ser investigado por supostos indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master e INSS, para os pedidos ele usou o interminával inquérito das fake news.
A PF diz que Mendonça teria dado tratamento diferente, por exemplo, à situação do filho do presidente Lula, o Lulinha, e de ACM Neto, que prestou serviços de consultoria ao Master. E que Mendonça teria afirmado não ver indícios de crime, que o trabalho teria sido feito de forma lícita.
Moraes também alega investigação seletiva, visto que colegas como Dias Toffoli e Nunes Marques também foram citados e possuem relação com Daniel Vorcaro.
Silêncio de Alexandre de Moraes
Alexandre está há quatro dias sem explicar o contrato do escritório da esposa com o Banco Master, e que a PF suspeita que tenha sido editado por ele, sobre o pedido de proteção feito ao diretor da PF e ao PGR, sobre os supostos indícios de aconselhamento e proteção ao banqueiro, cartões de crédito aos filhos e supostas viagens e outras benesses.
Fachin decide
Na próxima semana, Edson Fachin deve realizar a sessão pública para decidir sobre as conversas de Alexandre de Moraes com o dono do Banco Master.
Ontem, Fachin pediu explicações a Alexandre de Moraes, André Mendonça, Paulo Gonet e ao diretor da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues.
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