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Enem 2026: duração do exame pode ter acréscimo de até uma hora para alguns estudantes; confira o que muda com os “recursos de acessibilidade”

Estudantes de todo o Brasil que vão prestar o ‘Exame Nacional do Ensino Médio’ (Enem) precisam estar de olho nos ‘recursos de acessibilidade’, divulgados pelo Inep. 

É possível levar um ‘cão de apoio emocional’ nos dias das provas do Enem 2026? A resposta é sim, mediante a solicitação do participante com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Quem vai prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nos dias 8 e 15 de novembro, precisa estar atento aos “recursos de acessibilidade”, já disponíveis pela Cartilha do(a) participante com Transtorno do Espectro Autista (TEA), do Inep. Clique aqui e confira. 

O documento apresenta possíveis particularidades tanto na hora da redação, quanto na aplicação do exame. O atendimento especializado no Enem 2026 será destinado aos participantes que informaram sua condição no ato da inscrição e apresentaram a documentação exigida.

Fique atento para alguns dos recursos de acessibilidade que podem ocorrer durante a aplicação das provas: acréscimo de 60 minutos do tempo tradicional para cada dia do exame; disponibilidade de profissionais capacitados para ler e/ou transcrever as respostas; adoção de mecanismos de avaliação coerentes com as singularidades linguísticas do(a) participante com TEA na redação; sala reservada para acompanhante; cão de apoio emocional; materiais próprios e até protetor auricular não eletrônico. 

Segundo Carla Costa, psicopedagoga e educadora parental com mais de uma década de atuação na área da educação, a garantia de acessibilidade para estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Enem depende do respeito às necessidades individuais e do preparo dos profissionais envolvidos na aplicação. 

“Cada pessoa autista tem suas particularidades, e compreender essas diferenças é fundamental para oferecer um ambiente acolhedor e acessível. O excesso de estímulos sonoros, a movimentação e a pressão emocional podem interferir na concentração de alguns estudantes, por isso recursos como tempo adicional, protetor auricular e o acompanhamento de profissionais capacitados fazem toda a diferença. Os aplicadores precisam oferecer orientações claras, respeitar as particularidades de cada candidato e evitar julgamentos sobre comportamentos que fazem parte das características do TEA”, destaca a especialista.  

Ainda segundo Carla Costa, a preparação para o Enem também precisa levar em conta como o estudante autista lida com a comunicação, a interação social e a imprevisibilidade. 

“Alguns estudantes precisam de mais tempo para compreender uma orientação, podem interpretar uma pergunta de maneira muito literal ou ter dificuldade quando recebem uma instrução diferente daquela que estavam esperando. Outros ficam muito incomodados com barulhos repetitivos, conversas ao redor ou com a movimentação na sala. Se o aplicador não conhece essas características, pode acabar confundindo uma dificuldade de processamento com desatenção ou até indisciplina. Por isso, é importante que esses profissionais saibam como orientar o participante sem aumentar sua tensão, respeitando os recursos autorizados para cada caso. Esse cuidado faz diferença para que o estudante consiga se concentrar nas questões e demonstrar o que aprendeu”, conclui Carla. 

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