Deputado do PSL critica feminismo e diz que é direito da mulher ser assediada no Carnaval

“Não sejamos hipócritas! Quem, seja homem ou mulher, não gosta de ser assediado(a)? Massageia o ego”, escreveu Jessé Lopes

Deputado estadual em Santa Catarina pelo PSL, Jessé Lopes utilizou suas redes sociais nesta segunda-feira (13) para criticar o feminismo e a campanha ‘Não é Não’, criada por um coletivo de mulheres, em 2017, com intuito de conscientizar os foliões contra o assédio durante o Carnaval.

“Não sejamos hipócritas! Quem, seja homem ou mulher, não gosta de ser assediado(a)? Massageia o ego”, escreveu Lopes, no Facebook. E continuou: “Após as mulheres já terem conquistado todos os direitos necessários, inclusive tendo até, muitas vezes, mais direitos que os homens, hoje as pautas feministas visam em seus atos mais extremistas TIRAR direitos. Como, por exemplo, essa em questão, o direito da mulher poder ser ‘assediada’ (ser paquerada, procurada, elogiada…)Parece até inveja de mulheres frustradas por não serem assediadas nem em frente a uma construção civil”.

Ainda em seu perfil, o parlamentar fez uma série de postagens criticando as ações dos movimentos feministas para o Carnaval,  que ele chamou de “politicamente correto”.

Entre as críticas, está a cartilha da Defensoria Pública do Ceará contra o uso de fantasias religiosas ou racistas, como a “Nega Maluca”, muçulmanos e indígenas; e também a produção de tatuagens temporárias com os dizeres “Não é não” — uma campanha que visa combater o assédio no carnaval.

Segundo Lopes, a tatuagem tem o intuito de “confundir as pessoas entre o limite do que é assédio e do que é um simples ‘dar em cima’ (logo logo, ser homem será crime)”. Com informações do Correio Braziliense.

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Bahia.ba/ Foto: Reprodução/Facebook