
Segundo o Banco Central do Brasil, a previsão do IPCA é de 4,36%, ou seja, a energia pode subir quase o dobro do ritmo geral dos preços.
Os consumidores do Nordeste já têm data para sentir o peso no bolso: a conta de luz ficará mais cara em diversos estados a partir de abril. O reajuste médio estimado pela Agência Nacional de Energia Elétrica é de 8% em 2026, índice que chama atenção por ser bem superior à inflação oficial do país.
Segundo o Banco Central do Brasil, a previsão do IPCA é de 4,36%, ou seja, a energia pode subir quase o dobro do ritmo geral dos preços.
Quando os reajustes começam
- 22 de abril: Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e Sergipe
- 29 de abril: Pernambuco
- 3 de maio: Alagoas
O que está por trás do aumento
Um dos principais fatores é a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), encargo incluído na tarifa que deve arrecadar cerca de R$ 52,7 bilhões em 2026. Esse fundo financia subsídios como:
- Tarifa social de energia
- Apoio ao setor rural
- Usinas térmicas
- Sistemas isolados em regiões remotas
Redução adiada
Havia expectativa de redução nas tarifas com recursos do chamado Uso do Bem Público (UBP), que poderia cortar até 10% da conta no Nordeste. No entanto, a decisão foi adiada e dificilmente haverá alívio imediato.
Impacto na economia
O aumento da energia não afeta apenas as residências. Ele tem efeito direto em toda a cadeia produtiva — comércio, indústria e serviços — pressionando ainda mais a inflação.
Tentativas de controle
O governo federal avalia medidas para conter a alta, mas experiências anteriores mostram que esse tipo de intervenção pode gerar aumentos futuros para compensar custos do setor.
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