A 16 dias das eleições, Flávio Bolsonaro ameaça STF e convoca apoiadores

Em live, candidato sustentou que há tentativas de interferência no processo político.
O candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), mandou um forte recado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quinta-feira, 17, durante transmissão semanal em seu canal no YouTube.
Na ocasião, o parlamentar cobrou isenção da Corte e afirmou esperar que os ministros não adotem medidas para prejudicar sua caminhada eleitoral em meio ao desempenho registrado nas pesquisas de intenção de voto.
Ao mencionar diretamente os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, o candidato sustentou que há tentativas de interferência no processo político.
“Não há uma preocupação de investigar, zelar pelo dinheiro público, mas de interferir nas eleições mais uma vez. Espero que eles não tentem nenhuma gracinha para cima de mim, não queiram fazer nenhuma ação ilegal para cima de mim. Ainda mais neste momento, em que todas as pesquisas apontam que estamos na frente”, declarou Flávio Bolsonaro.
Na live, o parlamentar também projetou cenários para o Judiciário em caso de vitória da base governista, argumentando que a composição de novos nomes poderia ampliar a influência do STF sobre os demais Poderes.
“Já imaginaram se Lula indicasse mais quatro Alexandre de Moraes para o Supremo? Já imaginaram se Lula indicasse mais quatro Flávio Dino para o Supremo? Joga a chave e vai embora. Seria a ditadura mais perversa, que é a do Judiciário”, afirmou.
Na reta final da transmissão, o candidato conclamou sua militância a acompanhar presencialmente o dia da votação nas seções eleitorais de todo o país, defendendo o credenciamento de voluntários para supervisionar o pleito.
“Vamos recrutar pessoas para se inscrever. Vão ser credenciadas e ter um rápido ensinamento de como se faz para fazermos fiscalização das urnas. Temos que ter gente nossa no Brasil inteiro para evitar que pessoas mal-intencionadas votem no lugar de outras”, concluiu.
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Lula não indicou Alexandre de Moraes ao STF
Apesar do questionamento alusivo feito por Flávio Bolsonaro, o presidente Lula (PT) não foi o responsável por indicar o ministro Alexandre de Moraes à Suprema Corte.
O magistrado chegou ao espaço em fevereiro de 2017, à época, o país era comandado por Michel Temer (MDB).
Em entrevistas recentes, o chefe do Executivo, que é candidato à reeleição, diz que não pode ser responsabilizado pelas indicações já que não atuava no Planalto.
“Eu não era presidente quando o ministro Alexandre de Moraes foi indicado para a Suprema Corte, ele [Flávio] era senador, ele deve ter votado pelo Alexandre de Moraes. Eu não era presidente quando eles indicaram o Kassio, ele deve ter votado. Eu não era presidente quando eles indicaram o André Mendonça, portanto ele era culpado, e não eu”, afirmou.
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