
De acordo com os dados divulgados pelo laboratório, o tremor ocorreu às 9h37 UTC, correspondente a 6h37 no horário de Brasília, e apresentou magnitude preliminar de 2,1 mR. Até o momento, não há relatos de que o fenômeno tenha sido percebido pela população.
O Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) registrou, na segunda-feira, 7 de setembro, um evento sísmico na região do município de Mutuípe, no Vale do Jiquiriçá, na Bahia.
De acordo com os dados divulgados pelo laboratório, o tremor ocorreu às 9h37 UTC, correspondente a 6h37 no horário de Brasília, e apresentou magnitude preliminar de 2,1 mR. Até o momento, não há relatos de que o fenômeno tenha sido percebido pela população.
O registro mais recente chama atenção para uma área que já apresentou episódios de atividade sísmica em diferentes períodos. Em 8 de maio de 2026, por exemplo, o LabSis registrou outro tremor na região de Mutuípe, naquele caso com magnitude preliminar de 2,0 mR, também sem relatos de que o evento tivesse sido sentido pelos moradores.
Outro registro ocorreu em 22 de abril, na região de São Miguel das Matas, também inserida no contexto do Vale do Jiquiriçá. O evento teve magnitude preliminar de 1,7 mR e ocorreu às 4h34, no horário de Brasília. Segundo o LabSis, devido à baixa magnitude, não houve relatos de que o tremor tivesse sido percebido pela população.
A atividade sísmica na região não é um fenômeno isolado dos últimos meses. O histórico do LabSis mostra registros em municípios do entorno, especialmente Amargosa e São Miguel das Matas, incluindo episódios de maior intensidade. Em fevereiro de 2024, por exemplo, três tremores foram registrados na região de Amargosa em um mesmo dia, com magnitudes preliminares de 3,0 mR, 1,8 mR e 1,6 mR, todos relatados como sentidos pela população local.
Já em março de 2025, Amargosa voltou a registrar atividade sísmica. No dia 11 de março, um tremor de magnitude 1,9 mR foi sentido pela população. No dia seguinte, 12 de março, outro evento, de magnitude 2,2 mR, também foi registrado e sentido por moradores.
Um dos episódios mais expressivos da história recente da região ocorreu em agosto de 2020, quando uma sequência de tremores atingiu áreas do Recôncavo, Baixo Sul e Vale do Jiquiriçá. Segundo o LabSis, o maior evento daquele período alcançou magnitude 4,6, sendo sentido em diversos municípios, entre eles Amargosa, São Miguel das Matas, Laje e Jaguaquara. No dia seguinte, outro tremor, de magnitude preliminar 3,5, também foi sentido em Amargosa e municípios próximos.
Monitoramento permanece ativo
Apesar da ocorrência de novos registros, os eventos mais recentes identificados na região apresentam baixa magnitude. A magnitude, entretanto, não deve ser analisada isoladamente: a percepção de um tremor pela população também depende da distância do epicentro, da profundidade do evento, das características do terreno e das condições das construções.
O LabSis/UFRN mantém uma rede de estações sismográficas distribuída pelos estados do Nordeste e realiza o monitoramento contínuo da atividade sísmica. O laboratório também destaca que seus registros podem incluir eventos relacionados à ação humana, como detonações, além de ocorrências associadas à queda de objetos espaciais.
Os parâmetros divulgados pelo laboratório são preliminares e podem ser revisados ou atualizados em boletins posteriores, conforme o processamento e a análise dos dados registrados pelas estações sismográficas.
A sequência de registros ao longo dos últimos anos reforça a importância do monitoramento permanente da atividade sísmica no Vale do Jiquiriçá e em seu entorno, especialmente em municípios como Mutuípe, São Miguel das Matas, Amargosa e outros que já tiveram eventos identificados pela rede sismográfica.
Observação editorial: eu manteria no release a expressão “atividade sísmica”, e não “aumento da atividade sísmica”, porque os dados levantados comprovam a ocorrência de eventos, mas não permitem afirmar, sozinhos, que esteja havendo uma intensificação recente da sismicidade na região.
Do Labsis – UFRB – Com informações de Jadson Ribeiro
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