Tainá Santos, de São Miguel das Matas, é eleita presidenta do Conselho Estadual de Cultura da Bahia

Tainá Santos é professora, pesquisadora e artista, conhecida artisticamente como MAIT ou Kaolin.

Tainá Santos, natural de São Miguel das Matas, foi eleita presidenta do Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC) para o biênio 2025–2027. A eleição ocorreu em 30 de maio de 2025, durante uma sessão plenária mediada pelo secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro. Pedro Son foi eleito vice-presidente na mesma chapa.
A nova gestão assume com o compromisso de ampliar a representatividade, diversidade e participação popular nas políticas culturais do estado. Tainá Santos é professora, pesquisadora e artista, conhecida artisticamente como MAIT ou Kaolin. Desde 2014, atua no cenário do rap e participa de coletivos culturais como Gangcity e Rede RUA, além de integrar o grupo 7KMob. Seus estudos abordam temas como gênero, capoeira e a invisibilidade feminina nas batalhas de rima do Recôncavo.
Pedro Son, vice-presidente eleito, é poeta, ativista da cultura popular e quilombola, e ex-secretário municipal de Cultura de Jeremoabo. Ele destacou o compromisso da nova gestão com a pluralidade cultural e a territorialização das políticas culturais, visando dar visibilidade a manifestações frequentemente marginalizadas.
O Conselho Estadual de Cultura da Bahia, criado em 1967, é um órgão colegiado consultivo e deliberativo vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA). Composto por 30 membros titulares e seus respectivos suplentes, o CEC é formado por dois terços de representantes da sociedade civil, eleitos por segmentos e territórios culturais, e um terço indicado pelo poder público, conforme estabelece a Lei Orgânica da Cultura (Lei 12.365/11).
A posse da nova presidência está prevista para o início de julho de 2025.
Como nova líder deste importante órgão cultural, Tainá destacou a importância de uma mulher negra assumir um cargo historicamente ocupado por homens. Ela é a terceira mulher à frente do conselho, seguindo Eulâmpia Santana Reiber e Pam Batista. “Vamos construir uma gestão participativa, ouvindo toda a sociedade baiana”, afirmou.
Pedro Son, novo vice-presidente, destacou os eixos da gestão. “Trabalharemos para valorizar nossa diversidade cultural e garantir que as políticas cheguem a todos os territórios”.
O secretário Bruno Monteiro reforçou, dizendo que “o Conselho Estadual de Cultura é espaço fundamental para debater e qualificar as políticas públicas de cultura no estado”.
A recém-eleita presidente do conselho, com uma visão clara e comprometida, assume seu mandato pautada por um propósito popular. Sua gestão se dedicará à implementação de acessibilidade, garantindo que a cultura alcance a todos, à territorialização, levando as manifestações culturais para mais perto das comunidades, e à descentralização cultural, distribuindo o acesso e as oportunidades de forma mais equitativa.
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