Rui Costa atribui fila da regulação à falta de hospitais municipais e critica uso político do tema

“Todo ano eleitoral essa narrativa volta com muita força sobre o debate da regulação. Eu peço que a gente converse de forma séria, sem levar em conta a politicagem do ano”, declarou.

Em entrevista à Rádio Andaiá FM o candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa, rebateu críticas sobre a fila da regulação na Bahia e afirmou que o problema está diretamente relacionado à falta de estrutura da saúde municipal em grandes cidades. Segundo o ex-governador, o tema costuma ser explorado em períodos eleitorais. “Todo ano eleitoral essa narrativa volta com muita força sobre o debate da regulação. Eu peço que a gente converse de forma séria, sem levar em conta a politicagem do ano”, declarou.

Rui argumentou que muitos municípios pequenos fazem esforço para manter hospitais funcionando, enquanto cidades maiores deixam de oferecer atendimentos básicos, sobrecarregando a rede estadual. “Feira de Santana, com mais de 700 mil habitantes, não tem hospital municipal. Um idoso que cai da bicicleta ou uma criança com uma infecção intestinal precisa procurar um hospital regional do Estado. Salvador tem apenas dois hospitais municipais e nenhum atende emergência. Isso não existe em outros estados”, afirmou. O candidato também criticou antigos gestores municipais. “Como alguém governa uma cidade por mais de 20 anos, nunca construiu um hospital ou uma UPA e depois vai à rádio falar da regulação?”, questionou.

Ao defender a atuação do Governo da Bahia, Rui destacou que o estado ampliou a rede de saúde nos últimos anos com hospitais, policlínicas e novos serviços especializados no interior. “A Bahia é o estado que mais investe em saúde pública nos últimos 15 anos. Hoje todas as regiões fazem cirurgia cardíaca e cirurgia neurológica. Construímos 26 policlínicas e estamos entregando novos hospitais em cidades como Valença, Jacobina, Paulo Afonso, Alagoinhas e Gandu. É um esforço gigantesco para reverter uma situação histórica”, disse.

O candidato também comparou os indicadores da capital baiana com outras capitais brasileiras e afirmou que Salvador apresenta um dos piores desempenhos em saúde e educação. “Quem não fez se sente no direito de criticar quem está fazendo. Basta pesquisar no Google: Salvador aparece entre as piores capitais em oferta de postos de saúde, assistência pré-natal e alfabetização. Falar dos outros é fácil; governar e fazer alguma coisa pelo povo é que é difícil”, concluiu.

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