Professores das redes pública e privada aderem à greve contra cortes e reforma da Previdência

Nacionalmente, a greve é convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Professores baianos anunciaram adesão à Greve Nacional da Educação na próxima quarta-feira (15), contra a reforma da Previdência e os cortes que atingem instituições de ensino federais. Profissionais das redes pública e privada pretendem paralisar as atividades.

Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), da rede pública estadual e municipal de Salvador, convoca os trabalhadores para a paralisação e também ao protesto marcado para as 9h, no Campo Grande. 

“O objetivo é denunciar retrocessos e medidas que estão sendo tomadas pelo governo federal, em sentido contrário aos direitos assegurados na Constituição Federal e que atacam a educação no Brasil”, diz o comunicado. 

Os docentes e servidores técnicos da Universidade Federal da Bahia (Ufba) também vão aderir à paralisação, após decisão em assembleias na semana passada. Na quarta-feira, a comunidade da Ufba vai se concentrar na Escola de Belas Artes, a partir das 8h, e depois segue para o ato unificado no Campo Grande. 

Outra categoria que vai aderir à paralisação são os professores do Instituto Federal da Bahia (Ifba), após assembleia no último dia 26 de abril. 

“No que se refere ao Ifba, o bloqueio foi de R$ 24 milhões, que corresponde a cerca de 38% do orçamento de custeio e investimento. Esse corte orçamentário inviabiliza o funcionamento da Instituição no exercício 2019, além de resultar no imediato cancelamento de ações programadas”, critica o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe – Ifba), em nota. 

Os docentes da rede particular, representados pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro), também decidiram paralisar as atividades. “A categoria debateu e compreendeu a gravidade do momento e os ataques que os trabalhadores estão sofrendo em seus direitos, especialmente os professores e, mais especialmente, as professoras, que sofrerão perdas irreparáveis caso a reforma pretendida pelo governo federal seja aprovada”, diz a entidade, em nota publicada nas redes sociais.


Metro