Prioridade de Ancelotti, defesa da Seleção tem pior sequência desde 2019 e gera cobranças internas

Brasil foi vazado nas últimas seis partidas, e comissão técnica foca em correção de problemas.

À moda italiana, Carlo Ancelotti pensa a montagem das suas equipes a partir da defesa. Desde que assumiu a Seleção, há um ano, o treinador externou em diversos momentos que sua prioridade é deixar o Brasil mais seguro e equilibrado. Porém, ele inicia a Copa do Mundo sem alcançar seu objetivo e preocupado com a vulnerabilidade do time.

A Seleção foi vazada nos últimos seis jogos disputados, o que não acontecia desde o fim de 2019. Naquela época, o Brasil vivia um momento de oscilação após a conquista da Copa América.

Após um bom início com Ancelotti, sem sofrer gol nos três primeiros jogos, a Seleção foi vazada 11 vezes em 10 partidas.

Os problemas defensivos causam cobranças internas, tanto entre os jogadores quanto por parte da comissão técnica, que tem dado bastante atenção à correção destes problemas nos treinos e nas palestras.

– Uma equipe vencedora tem que odiar tomar gol – disse o goleiro Alisson, antes do jogo contra o Marrocos.

– Trabalhamos em cima disso. Nos cobramos muito. É uma cobrança até interior de cada um. Incomoda muito! A gente trabalha todos os dias para que isso não aconteça – comentou Ibañez.

As cobranças não recaem apenas sobre os jogadores do setor defensivo, mas em todo o grupo. Ancelotti exige que seus homens de frente pressionem o adversário quando o Brasil não tem a bola e que, de preferência, recuperem a posse já no campo de ataque.

– Tenho bastante claro o que temos que melhorar. O que fizemos bem nos dois amistosos, no primeiro tempo (contra Marrocos) não saiu bem. Temos que seguir trabalhando para ter uma equipe mais equilibrada e mais agressiva na frente – disse Ancelotti, após o empate por 1 a 1, no sábado.

De acordo com dados da Fifa, na estreia na Copa do Mundo o Brasil conseguiu forçar 41 erros de Marrocos, fez 15 interceptações e 54 desarmes. Marquinhos e Douglas Santos foram os dois atletas que mais recuperaram a bola para o Brasil, oito vezes cada.

A Seleção volta a campo na sexta-feira, contra o Haiti, às 21h30 (de Brasília).

GE

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