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Nave russa Kosmos 482 pode se desintegrar sobre o Brasil; Recôncavo baiano está na rota de risco

Kosmos 482 foi deveria ter chegado em Venus, porém modulo lançado pela União Soviética falhou.

A reentrada da nave russa Kosmos 482 na atmosfera terrestre tem gerado apreensão e forçado cientistas a revisarem cálculos para prever com mais precisão o local da queda. Em previsões mais recentes, o Brasil entrou na rota de risco, com possibilidade de impacto em qualquer ponto entre o Sul e o Nordeste do país.

Na Bahia, o alerta é ainda mais preocupante. A Kosmos 482 pode cair em áreas do Recôncavo Baiano, Salvador ou em cidades da Região Metropolitana. Regiões do sudoeste, centro-sul, baixo sul e litoral norte do estado também estão dentro da possível trajetória da nave.

Além de estar na rota, é considerada muito provável a desintegração da Kosmos 482 sobre o território brasileiro. A previsão de queda é para o dia 10 de maio, às 03h37 UTC (00h37 pelo horário de Brasília), com uma margem de erro de até 16 horas para mais ou para menos. Se o erro for inferior a uma hora, o risco de impacto direto no Brasil aumenta significativamente.

No total, dez estados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste estão sob alerta devido à possível queda de destroços do módulo russo.

Outro fator que pode influenciar a trajetória da nave é uma tempestade solar prevista para o dia 9 de maio, véspera da reentrada. Esse fenômeno pode alterar o comportamento da nave ao entrar na atmosfera. À medida que a data se aproxima, a margem de erro tende a diminuir, o que deve possibilitar previsões mais exatas.

A Kosmos 482 é uma sonda espacial soviética lançada em 31 de março de 1972, durante a corrida espacial da Guerra Fria. O objetivo era pousar em Vênus, como parte do programa Venera, desenvolvido pela antiga União Soviética para explorar o planeta vizinho. A missão fazia parte de um ambicioso esforço para estudar a atmosfera e a superfície venusiana, coletando dados importantes sobre temperatura, pressão e composição química.

No entanto, pouco após o lançamento, um problema no foguete de propulsão impediu que a Kosmos 482 escapasse da órbita terrestre. O módulo ficou preso em uma órbita elíptica ao redor da Terra, tornando-se um objeto espacial inativo que, desde então, circula o planeta. Por décadas, os destroços permaneceram no espaço, mas agora, mais de 50 anos depois, estão em processo de reentrada na atmosfera, com risco real de queda em áreas habitadas.

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