Ministros da Primeira Turma lembraram que, mesmo se Fux alterasse seu colegiado o julgamento teria de ocorrer na mesma turma que recebeu o recurso inicialmente

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux mudou de turma e agora tenta reabrir o julgamento quanto à inelegibilidade do ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL).

Ministros do STF ouvidos pela colunista Mônica Bergamo, do diário conservador paulistano Folha de S.Paulo, disseram que mesmo se Fux tentar levar o recurso à Segunda Turma — vista como mais favorável ao ex-presidente —, o caso não seria apreciado por esse colegiado. De acordo com o regimento interno do Tribunal, o processo deve permanecer onde foi originalmente distribuído.
Ministros da Primeira Turma lembraram que, mesmo se Fux alterasse seu colegiado, o julgamento teria de ocorrer na mesma turma que recebeu o recurso inicialmente. Esse entendimento torna a manobra inviável e, na prática, impede qualquer reviravolta processual.
Colegiado
O Regimento Interno do Supremo não prevê a participação simultânea de um ministro em duas turmas, exceto nos casos de processos paralisados por pedidos de vista — o que não ocorre em nenhum dos casos ligados ao golpe de Estado.

Na semana passada, Fux havia manifestado o desejo de continuar votando em casos já pautados antes de sua saída do colegiado, afirmando que o regimento seria “omisso” sobre a questão. Flávio Dino, ao ser comunicado, disse que consultaria o presidente do Supremo, Edson Fachin.
Com a saída de Fux, os julgamentos dos núcleos da trama golpista — incluindo o núcleo principal, no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado a 27 anos de prisão — continuarão sob responsabilidade dos quatro ministros remanescentes da Primeira Turma, até que um novo integrante seja designado.
Subversão
A mesma composição deverá julgar os processos dos núcleos três e dois, marcados para novembro e dezembro, respectivamente, e o núcleo cinco, ainda sem data definida.
A avaliação entre os ministros é que o assunto está encerrado e que Fux, que vinha isolado no colegiado após divergir em votos sobre as condenações dos golpistas, não participará mais das decisões que tratam da tentativa de subversão institucional de 8 de janeiro.
MSN
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