Itens de prevenção contra coronavírus começam a entrar em escassez no SUS, diz secretário

Segundo Gabbardo, empresas desistiram de uma licitação com o governo e venderam toda a produção para outros países.

O Sistema Único de Saúde (SUS) está começando a enfrentar escassez de materiais de segurança e prevenção contra o coronavírus. Na lista de 20 itens, quatro estão faltando. O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, disse nesta quinta-feira (27/2), que se necessário, vai usar meios jurídicos para apreender esses produtos e evitar o desabastecimento.

Segundo Gabbardo, empresas desistiram de uma licitação com o governo e venderam toda a produção para outros países. “Algumas empresas que participaram da licitação, na hora de encaminhar os documentos para fazer o contrato, não encaminharam os documentos e se mostraram desinteressadas em vender para o Ministério da Saúde. Isso é uma coisa que nos preocupa muito”.

“Vamos alertar a essa entidade (Associação Brasileira das Indústrias de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos), que não vamos ser flexíveis em relação a isso. Vamos usar todas as medidas que a legislação permite. Se necessário, vamos impedir a exportação desses produtos e se for necessário vamos solicitar a apreensão na própria fábrica”, disparou. O tipo de compra que o secretário fala, no caso das máscaras, é de cerca de 20 milhões de unidades e 4 milhões de máscaras modelo N95.

Gabbardo também diz acreditar em um consenso e falou em “obrigação social” dessas empresas. “Esses fornecedores têm uma obrigação social também. E se ele vende um determinado produto que tem essa utilização, ele sabe que esse produto é fundamental. Temos convicção de que vamos chegar num denominador comum”, disse.

CASOS NO BRASIL

O Brasil tem um caso confirmado de coronavírus e 132 pacientes suspeitos, com expectativa de que esse número aumente para aproximadamente 300 casos. Dentre os 132 casos já suspeitos contabilizados, 70 são na Região Sudeste, dez na Região Centro-Oeste, 37 na Região Sul, 15 na Região Nordeste e nenhum caso suspeito na Região Norte.

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