Isidório propõe que políticos utilizem o SUS ‘em vez do Sírio-Libanês’

Ao menos duas propostas com o mesmo teor, contudo, já tramitam na Câmara dos Deputados.

O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante) informou que apresentará na Câmara um projeto de lei obrigando políticos e agentes públicos de todas as esferas a utilizar o SUS (Sistema Único de Saúde) em caso de doença.

“Não tem outro caminho. Eu acho que o SUS só vai se resolver se aprovarmos um projeto que obriga que todos os políticos, vereadores, deputados estaduais, federais, prefeitos e seus secretários, governadores senadores, todos; juízes, desembargadores, ministros do Supremo, Forças Armadas, oficiais, Polícia Militar, todos os homens e mulheres que recebem dinheiro publico, têm de ser atendidos pelo SUS”, defende Isidório, ressaltando que teria a honra de receber um decreto proibindo-o a ir ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

“Sinceramente, eu não percebo outra maneira de mudar esse sistema que não seja botando de vereador a presidente da República para irem pro sistema”, justifica o parlamentar baiano.

Projetos já tramitam na Casa

Ao menos duas propostas com o mesmo teor, contudo, já tramitam na Casa. São elas o projeto de lei Lei 5331/16, apresentado em pelo deputado Cabo Daciolo (à época PTdoB-RJ), e o projeto de lei 2142/19, do deputado Boca Aberta (Pros-PR). Segundo ambas as matérias, a obrigatoriedade deve ser estendida a parentes consanguíneos ou afins em 1º grau dos detentores dos cargos eletivos e valerá enquanto durar o mandato.

O texto também proíbe o ressarcimento de gastos hospitalares, bem como o pagamento de auxílio-saúde.

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Bahia.bba/ Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados