Política

Tarcísio se reúne com Bolsonaro e sai dizendo que redução de pena ‘não satisfaz’

o senador afirma que “algum” projeto precisa ser pautado.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), visitou nesta segunda-feira, 29,o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar em Brasília, e saiu do encontro dizendo que a proposta de redução de pena aos condenados por tentativa de golpe de Estado não agrada seu grupo político.

O mais novo texto em discussão prevê redução de penas em vez de perdão, mas também encontra resistências, sobretudo após as recentes manifestações de massas convocadas pelas esquerdas contra este projeto e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem.

“Não nos satisfaz (redução de penas para condenados por golpismo)”, disse Tarcísio. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também participou da conversa e reforçou o discurso do governador: “Não satisfaz porque a gente está tratando de pessoas que estão respondendo por crimes que não cometeram. Até no Supremo sabem disso”.

Diante da disposição do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em pautar o texto de dosimetria sob relatoria do deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), o senador afirma que “algum” projeto precisa ser pautado, mas que utilizarão de instrumentos regimentais para fazer modificações no texto que se alinhem aos interesses de Bolsonaro e seus apoiadores.

“Vamos usar o processo legislativo para fazer as alterações que nós achamos que são as justas e aí a maioria do plenário decide. Isso não pode ficar a cargo de um presidente de Casa e ainda por cima sofrendo influência de presidente de outros Poderes”, disse o senador.

“Não vai ter decisão nenhuma (sobre candidatura ao Planalto) enquanto não estiver encerrado esse capítulo da anistia”, prosseguiu Flávio.

Segundo Tarcísio, os atos golpistas de 8 de janeiro foram ‘deploráveis’ e não se deve estimular este tipo de comportamento, mas que a anistia não estaria a “privilegiar uma reincidência ou impunidade”. Pela primeira vez na história da República militares de altas patentes e um ex-presidente foram condenados por uma tentativa de golpe de Estado, cuja responsabilização é colocada em xeque por setores da direita.

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