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Elísio Medrado comemora 58 anos de Emancipação Política nesta segunda-feira (20)

Como parte das comemorações, haverá sessão solene e missa sem presença do público para evitar aglomerações.

O município de Elísio Medrado localizado no vale do jiquiriçá comemora nesta segunda-feira (20), 58 anos de Emancipação Política e em virtude do momento que o mundo está vivendo com a pandemia do Coronavírus as comemorações não acontecem como em outros anos com desfiles, competições esportivas, missas, culto e sessão solene abertos ao público.

Como parte das comemorações, haverá sessão solene e missa sem presença do público para evitar aglomerações.

A missa em, ação de graças acontecerá as 9:00 horas da manhã e na sequência as 10:30 sessão solene na Câmara de Vereadores com transmissão ao vivo pelo Recôncavo no Ar.

Elísio Medrado é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população, segundo o IBGE era de 8.183 habitantes no ano de 2009.

História

A ocupação dos colonizadores europeus da região econômica do Recôncavo Sul começa no período colonial e se processou a partir de doação de sesmarias para os membros da elite colonial, os quais desbravaram o interior em busca de terras para o cultivo da cana-de-açúcar, do fumo, da mandioca e da criação de gado.

Na região que atualmente corresponde ao território do município de Elísio Medrado, a ocupação humana também remonta à época do início do período colonial (no século XVI), a partir das expedições exploradoras realizadas pelos bandeirantes à procura de metais e pedras preciosas, como também, de índios para escravizar (BENEDICTIS, 1991). O fato da pluviosidade na Serra da Jibóia ser relativamente mais alta do que na área circunvizinha foi um fator determinante para a ocupação da região.

O bandeirante Gabriel Soares organizou uma bandeira exploradora em 1591 e construiu uma fortaleza na Vila de Pedra Branca para armazenar mantimentos, armas, munições e para combater e aldear os “ferozes” índios que povoavam a região e constituíam uma “ameaça” ao processo de colonização (PARAÍSO, 1985).

Os pesquisadores naturalistas alemães, Spix e Martius, passaram pela região no início do século XIX em uma de suas expedições e relataram haver cerca de 600 índios na Serra da Jibóia (também conhecida como Serra do Guariru), sendo que a tribo dos Cariris situava-se na Vila de Pedra Branca e a tribo dos Sabujás se localizava em um povoado chamado Caranguejo (SPIX, 1981).

A expansão fumageira e pecuária na região começaram a restringir as áreas de terras disponíveis para os índios e geraram fortes convulsões sociais, agravadas pelos ataques aos rebanhos e às lavouras locais pelos índios, como forma de complementar a sua dieta.

Sentindo-se prejudicados e interessados nas terras indígenas para a expansão agropecuária, os proprietários locais reivindicaram das autoridades competentes a expulsão dos índios que ofereceram forte resistência. Em junho de 1834 começa um conflito armado entre as tropas do governo da Bahia e os índios de Pedra Branca. O conflito ganha uma maior dimensão a partir da inclusão de contingentes de pardos sem-terra e negros escravos foragidos das fazendas vizinhas, que passaram a lutar ao lado dos índios. Com isso, os governantes intensificaram os combates, temendo que este conflito se estendesse como os demais ocorridos no Período Regencial (1831 a 1840). Desta forma, os índios que não foram mortos ou presos nos combates que se seguiram, foram deportados para os postos indígenas criados no sul da Bahia. (PARAÍSO, 1985).

Ainda no século XVII, alguns focos de povoamento fizeram surgir vilas como a de Monte Cruzeiro. No entanto, o povoamento efetivo da região só ocorreu entre os séculos XIX e XX, com a chegada de agricultores que cultivavam a cana-de-açúcar e café, além de algumas culturas de subsistência, originando a vila de Rapa Bolso, posteriormente denominada de Novo Paraíso e onde atualmente encontra-se a sede do município de Elísio Medrado.

A partir da segunda metade do século XX, o cultivo do café sombreado começa a decair em função das novas exigências do mercado que valorizava o café despolpado, em detrimento do “café de terreiro”, que não utilizava este processo. Os pequenos lavradores, por não terem condições de adquirir o maquinário para despolpar, foram forçados a vender suas terras para os criadores de gado, pois, esta era uma atividade que conseguia financiamentos bancários mais facilmente (SANTOS, 1963).

Devido à decadência do cultivo do café sombreado, o desmatamento aumenta, por causa da substituição das matas consorciadas com os cafezais por pastagens. Com isso, a concentração de terras também aumenta, obrigando a população empobrecida a migrar. A intensificação do êxodo rural faz com que a população urbana nas pequenas vilas, consequentemente, se expanda(SANTOS, 2003).

Com o crescimento das vilas, as oligarquias locais se mobilizam para emancipá-las politicamente e vêem nesta estratégia uma forma de defender seus interesses econômicos e obter ainda mais prestígio político perante a população. Desta forma, em 20 de julho de 1962, foi criado o Município de Elísio Medrado a partir da união dos territórios dos distritos de Monte Cruzeiro e Novo Paraíso, desmembrados do Município de Santa Terezinha, pela Lei Estadual nº 1.741/62.

Quem nasce em Elísio Medrado é medradense ou elísio-medradense.

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Foto: arquivo Recôncavo no Ar

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