Ex-deputado provoca e aposta em prisão de Rui Costa


No dia 16 de setembro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) enviou ao Ministério Público Federal um extenso documento com mais de 6 mil páginas relacionado à investigação do caso.
O ex-parlamentar federal Marcelo Nilo declarou, em conversa com o programa Política Ao Vivo, que está certo de que o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), será preso em decorrência do escândalo dos respiradores ligados ao Consórcio Nordeste.
Essa questão, que veio à tona em 2020, ganhou novas proporções após uma reportagem da Revista Veja trazer à luz novos detalhes da colaboração premiada da empresária Cristiana Prestes Taddeo, proprietária da Hempcare Pharma, empresa que foi contratada para fornecer 300 respiradores que nunca foram entregues.
O Rui Costa está envolvido até o talo. Eu não tenho a menor dúvida que ele será preso”, disse Nilo. O ex-parlamentar lembrou que Rui era presidente do Consórcio Nordeste e autorizou o pagamento antecipado de R$ 48,7 milhões. “Segundo o procurador federal, os indícios são fortíssimos. Eu já ouvi falar em corrupção de 5%, de 10%, de 15%, agora de 100% eu nunca tinha ouvido. E o Rui Costa realmente assinou o pagamento de 100%. Sabe o que ele disse na Veja? Que não sabe inglês, por isso comprou de uma empresa de medicamento de maconha”, ironizou.
No dia 16 de setembro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) enviou ao Ministério Público Federal um extenso documento com mais de 6 mil páginas relacionado à investigação do caso. Esse material contém depoimentos que indicam a participação direta de Rui Costa nas decisões referentes ao contrato, segundo informações da revista Veja. Os delatores afirmam que todas as autorizações para compras eram aprovadas pelo então governador da Bahia, com a intermediação de lobistas associados à ex-primeira-dama Aline Peixoto, atual conselheira do Tribunal de Contas do Estado.
As apurações revelam que a empresa que foi contratada não possuía experiência em importação de equipamentos médicos, sendo focada em produtos derivados de cannabis. Apesar disso, recebeu todo o pagamento antes mesmo de entregar qualquer respirador. Nenhum equipamento foi enviado ao Brasil, e uma parte significativa do dinheiro público gasto ainda não pode ser rastreada.
Em um comunicado, a defesa de Rui Costa declarou que a Procuradoria-Geral da República aceitou a argumentação apresentada pela defesa, solicitando que o processo continue no STJ. De acordo com a nota, “o documento da PGR não traz novos elementos que incriminem o ex-governador da Bahia” e que o Ministério Público “já havia declarado que não há fatos que liguem Rui Costa a qualquer irregularidade na aquisição dos respiradores”.
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