Estudantes do CETEP Médio Rio das Contas criam livro de receitas com taioba para crianças com anemia falciforme

O projeto, iniciado em março de 2024, contou com a orientação das educadoras Maysa Lobo, Rosilma Rodrigues e Betesia Novas.
As estudantes Camila de Alcântara Oliveira, Mariana Souza do Nascimento Almeida e Mirela Barcelar Pereira, do CETEPMRC, desenvolveram um livro de receitas à base de taioba para crianças com anemia falciforme. O projeto, iniciado em março de 2024, contou com a orientação das educadoras Maysa Lobo, Rosilma Rodrigues e Betesia Novas.
A iniciativa tem como objetivo explorar o potencial nutricional da taioba (Xanthosoma sagittifolium), uma Planta Alimentícia Não Convencional (PANC) rica em ferro, cálcio, potássio, magnésio e vitamina A. Apesar de seus benefícios para a saúde, essa planta ainda é pouco utilizada na alimentação convencional, sendo mais comum em áreas rurais.
A anemia falciforme, doença genética predominante entre a população negra no Brasil, exige uma alimentação adequada para o controle dos sintomas e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Como a taioba possui um alto teor de ferro e outros nutrientes essenciais, sua inclusão na dieta pode ser uma alternativa acessível e sustentável para combater deficiências nutricionais.
Receitas saudáveis e acessíveis

O projeto adotou uma abordagem prática e experimental, desenvolvendo duas receitas principais à base de taioba: farofa de taioba refogado e petisco de talos de taioba. As preparações foram testadas tanto em ambiente doméstico quanto laboratorial, com a participação de professores, estudantes e crianças.
Para garantir a aceitação das receitas pelo público infantil, foram realizados testes sensoriais, avaliando sabor, textura e aparência. Além disso, os pesquisadores analisaram a viabilidade da inclusão da taioba na alimentação diária das crianças e seu impacto no perfil nutricional.
Os resultados demonstraram que a taioba pode ser incorporada de forma saborosa e eficiente na dieta infantil. As receitas desenvolvidas foram bem aceitas pelas crianças e se mostraram opções nutritivas e práticas para auxiliar na alimentação de quem convive com a anemia falciforme.
O projeto reforça a importância das PANCs como alternativa sustentável e econômica para melhorar a alimentação em comunidades de baixa renda. A pesquisa também destaca a necessidade de iniciativas que promovam o uso desses alimentos pouco convencionais, ampliando o acesso a uma nutrição de qualidade.
Participe na produção de pautas e matérias com sugestões e flagrantes enviando em nosso WhatsApp no 075999580723.
Siga o Recôncavo no Ar nas redes sociais e fique por dentro de todas as informações e transmissões ao vivo na nossa página oficial.