
Motorista preso após a tragédia na BR-116 afirmou que a colisão ocorreu durante uma troca de marcha; investigação aponta possível invasão da pista contrária.
O caminhoneiro preso após o acidente que deixou 16 mortos na BR-116, em Santa Terezinha, afirmou durante audiência de custódia que não invadiu a contramão da rodovia. O depoimento foi prestado na segunda-feira (1º), por videoconferência, a partir do Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, onde ele segue internado sob custódia policial.
Segundo o motorista, a colisão aconteceu enquanto ele realizava uma troca de marcha no caminhão. Durante a audiência, ele declarou estar consciente e apto a responder aos questionamentos, mesmo em recuperação dos ferimentos sofridos no acidente.
O caminhoneiro passou por uma cirurgia em um dos braços e informou que ainda deverá ser submetido a um novo procedimento na perna direita, que ficou presa às ferragens da cabine. Ele também relatou permanecer algemado durante a internação.
A versão apresentada pelo motorista diverge das informações apuradas até o momento pelas autoridades. Conforme a investigação, há indícios de que o caminhão tenha invadido a pista contrária antes da colisão frontal com uma van que transportava passageiros.
Durante a ocorrência, policiais encontraram uma porção de maconha no veículo de carga. Também foram identificadas irregularidades no cronotacógrafo, equipamento utilizado para registrar velocidade, distância percorrida e tempo de direção.
O acidente ocorreu quando os ocupantes da van retornavam de uma comemoração na zona rural de Amargosa. Entre as vítimas estavam quatro crianças, um policial militar, sua esposa e uma filha. Três pessoas sobreviveram e permanecem internadas em estado grave.
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