
Reconhecer a Comunidade Comum como Quilombola é reparar uma dívida histórica e garantir dignidade no presente.
No dia 26 de Julho de 2026, aconteceu uma reunião, organizada pela própria Comunidade do Comum em Elísio Medrado, com o objetivo de começar os primeiros passos para reconhecimento do Comum numa Comunidade Quilombola. A comunidade tem laços familiares históricos, e ao mesmo tempo, é um espaços de resistência e cultura dos povos negros que sempre lutaram pela afirmação de sua identidade, memória, cultura e direito. A importância do reconhecimento da Comunidade Comum numa comunidade quilombola reflete:
Garantia de Identidade e Memória! Valoriza a história, os saberes, a religiosidade, a culinária, a música e os modos de vida tradicionais que foram construídos ao longo de gerações.
Segurança Territorial. Inicia o caminho para a titulação das terras tradicionalmente ocupadas. Isso protege a comunidade contra grilagem, despejos e conflitos agrários, garantindo onde plantar, morar e preservar.
Acesso a Políticas Públicas!
Com o reconhecimento a comunidade passa a ser visível para o poder público federal e pode acessar programas voltados para quilombolas.
Principais Benefícios após o Reconhecimento:
Saúde e Educação: Prioridade em programas como Equipe de Saúde da Família Quilombola, escolas com educação escolar quilombola e material didático que respeite a cultura local.
Assistência Social: Acesso facilitado ao CadÚnico, Bolsa Família, BPC e ao Programa de Aquisição de Alimentos .
Infraestrutura: Possibilidade de levar água, energia elétrica rural, saneamento básico e estradas através de programas do governo federal e estadual.
Agricultura e Renda: Apoio técnico da Emater, crédito do PRONAF, acesso a feiras e mercados institucionais. Muitas comunidades fortalecem a agricultura familiar, o artesanato e o turismo de base comunitária.
Cultura: Editais de cultura, registro Resumo: do patrimônio imaterial e apoio para festas tradicionais, terreiros e grupos de capoeira e samba de roda. Direitos: Força jurídica para defender o território e participar de consultas prévias quando houver projetos que afetem a comunidade, conforme a Convenção 169 da OIT. Reconhecer a Comunidade Comum como Quilombola é reparar uma dívida histórica e garantir dignidade no presente. É transformar resistência em direito. Quando o território é seguro e as políticas públicas chegam, a comunidade consegue permanecer na terra, produzir com autonomia e repassar a cultura e a memória para as próximas gerações.
Participe na produção de pautas e matérias com sugestões e flagrantes enviando em nosso WhatsApp no 075999580723.
Siga o Recôncavo no Ar nas redes sociais e fique por dentro de todas as informações e transmissões ao vivo na nossa página oficial.
Guias e documentários de viagens