Cientistas encontram em Júpiter fenômeno nunca visto no Sistema Solar

Pesquisadores analisam dados de sonda da Nasa e encontram nova onda de plasma, desafiando a física espacial.
Uma descoberta inédita nas vizinhanças de Júpiter amplia os horizontes da física espacial. Pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, analisaram dados da sonda Juno, da Agência Espacial Norte-Americana, a Nasa, e identificaram um fenômeno nunca antes observado em qualquer ambiente do Sistema Solar: um novo tipo de onda de plasma, batizada de Alfvén-Langmuir.
Av pesquisa foi publicada na Physical Review Letters, uma revista científica multidisciplinar de alto impacto, revisada por pares. “O Telescópio Espacial James Webb nos forneceu algumas imagens infravermelhas da aurora, mas a Juno é a primeira sonda espacial em órbita polar ao redor de Júpiter”, disse Ali Sulaiman, professor assistente da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Minnesota.
Amplitude das flutuações do campo elétrico durante a passagem de Juno pelo polo norte de Júpiter. A linha branca indica a frequência do cíclotron iônico, enquanto a linha preta indica a frequência do plasma de elétrons. Abaixo: a densidade inferida a partir da medição da frequência do plasmaEssa combinação inusitada cria um regime de plasma jamais visto: a frequência natural de oscilação dos elétrons se torna menor que a frequência de giro dos íons, algo considerado “fora do comum” pelos cientistas. Nesse cenário, surge a onda Alfvén-Langmuir, que apresenta um comportamento híbrido: em certas condições, se parece com as conhecidas ondas Alfvén; em outras, assume características das ondas Langmuir.
O achado foi feito nas regiões polares do planeta, onde se formam as intensas auroras jovianas. Ali, a sonda detectou condições extremas de plasma, com densidades de elétrons extremamente baixas, chegando a apenas 0,001 partícula por centímetro cúbico, em um ambiente dominado por um campo magnético até 20 vezes mais forte que o da Terra.
Essa combinação inusitada cria um regime de plasma jamais visto: a frequência natural de oscilação dos elétrons se torna menor que a frequência de giro dos íons, algo considerado “fora do comum” pelos cientistas. Nesse cenário, surge a onda Alfvén-Langmuir, que apresenta um comportamento híbrido: em certas condições, se parece com as conhecidas ondas Alfvén; em outras, assume características das ondas Langmuir.
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