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Ciclone subtropical provoca alerta de chuvas extremas e coloca a Bahia em estado de atenção

Sistema em formação no Atlântico Sul deve gerar até seis dias de instabilidade, com risco de alagamentos, deslizamentos, ventos fortes e transtornos em várias regiões do país, especialmente no território baiano.

Um sistema ciclônico subtropical em desenvolvimento no Atlântico Sul, próximo à costa do Sudeste brasileiro, deve provocar um período prolongado de instabilidade atmosférica, com previsão de até seis dias consecutivos de chuvas intensas em várias regiões do país.

A situação acende o alerta para riscos elevados de alagamentos, enchentes, deslizamentos de terra e transtornos urbanos, com impacto direto também na Bahia, que pode enfrentar volumes expressivos de precipitação e ventos fortes.

Embora o centro do sistema esteja inicialmente associado ao Sudeste, a circulação atmosférica gerada pelo ciclone deve organizar áreas persistentes de instabilidade sobre o território nacional, atingindo Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, com destaque para o litoral leste do país.

O que é um ciclone subtropical?

Ciclones são sistemas de baixa pressão atmosférica e podem ser classificados em três categorias principais:

  • Tropicais (como furacões): possuem estrutura quente em todos os níveis da atmosfera;
  • Extratropicais (ligados a frentes frias): apresentam ar frio em níveis médios e altos;
  • Subtropicais: considerados sistemas híbridos, formam-se sobre águas quentes, têm núcleo quente em baixos níveis, mas mantêm ar frio em camadas mais altas da atmosfera.

Por combinarem características dos sistemas tropicais e extratropicais, os ciclones subtropicais são mais difíceis de prever e, em situações específicas, podem evoluir para sistemas tropicais — o que nem sempre acontece.

Evolução do ciclone
Reprodução Meteored

Evolução do sistema e monitoramento

Modelos meteorológicos indicam a formação de uma área de baixa pressão na costa do Sudeste, que deve adquirir características subtropicais nos próximos dias. Projeções apontam que o núcleo do sistema pode avançar sobre o continente entre sexta-feira (27) e sábado (28), o que tende a limitar uma intensificação maior sobre o oceano. Em seguida, o deslocamento deve ocorrer novamente em direção ao Atlântico Sul.

Até o momento, o fenômeno não integra a lista oficial de ciclones nomeados pela Marinha do Brasil, responsável pela classificação de sistemas subtropicais e tropicais no Atlântico Sul. Ainda assim, especialistas alertam que sua circulação já é suficiente para provocar instabilidade persistente e volumes extremos de chuva sobre o continente.

Alerta máximo para chuvas extremas

Dados de modelos meteorológicos internacionais, como o ECMWF (Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo), indicam índices elevados de precipitação extrema entre os dias 26 de fevereiro e 3 de março, abrangendo uma grande faixa do país.

O cenário prevê:

  • Tempestades intensas, com possibilidade de granizo;
  • Rajadas de vento que podem ultrapassar 70 km/h;
  • Volumes acumulados de chuva acima de 200 mm em diversos estados.

Entre as áreas mais afetadas estão Goiás, Tocantins, Minas Gerais, São Paulo e, de forma preocupante, a Bahia, onde os modelos indicam acumulados elevados e risco de alagamentos, transbordamento de rios, deslizamentos e danos à infraestrutura urbana e rural.

Na Bahia, o cenário meteorológico exige atenção redobrada das autoridades e da população, especialmente em áreas urbanas vulneráveis, encostas, regiões ribeirinhas e zonas rurais com histórico de alagamentos. A combinação de chuva persistente, solo encharcado e ventos fortes aumenta significativamente o risco de ocorrências graves.

Defesas civis municipais e estaduais devem intensificar o monitoramento e adotar medidas preventivas, como mapeamento de áreas de risco, orientação à população e possíveis ações de evacuação, caso os volumes previstos se confirmem.

Previsão do tempo

A tendência para os próximos dias é de tempo instável, com chuvas frequentes, temporais isolados e períodos de precipitação intensa, principalmente no litoral e no interior da Bahia e de outros estados do leste brasileiro. O cenário reforça a necessidade de acompanhamento contínuo dos boletins meteorológicos oficiais e dos alertas emitidos pelos órgãos de proteção e monitoramento climático.

Além do ciclone subtropical, a Bahia está sob influência de diversos sistemas meteorológicos, como o VCAN (Vórtice Ciclônico de Altos Níveis), a ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul), um corredor de umidade que se estende da Amazônia ao Oceano Atlântico, e a ZCIT (Zona de Convergência Intertropical).

Chove no estado há pelo menos uma semana, e várias cidades do Oeste, Sudoeste e sertão baiano vêm enfrentando problemas nos últimos dias, principalmente com alagamentos, transtornos urbanos e prejuízos à população. Todo o estado está sob alertas nas cores: amarelo, laranja e vermelho.

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