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Após registros de raposas próximas a residências e aparecerem mortas em Elísio Medrado, bióloga faz alerta

A bióloga destacou que é preciso entender que animais silvestres são iguais aos seres humanos na transmissão de vírus, infecções e doenças.

Após registros de casos de presença de raposas próximos a residências e com comportamento suspeito, e em seguida aparecerem mortas, próximas a residências na localidade do Caldeirão em Elísio Medrado, o Recôncavo no Ar entrou em contato com a bióloga e analista ambiental, Arielle Caiena para tirar dúvidas sobre o ocorrido.

A bióloga destacou que é preciso entender que animais silvestres são iguais aos seres humanos na transmissão de vírus, infecções e doenças, e da mesma forma que podemos nos infectar se tivermos contato sem proteção com pessoas que estejam com certas enfermidades, os animais também podem nos transmitir algumas doenças, incluindo a raiva. Isso vale para animais considerados fofos, como micos, raposas, cachorros-do-mato e capivaras, mas também para os que são odiados pela maioria, como morcegos e sariguês.


“Animais silvestres não devem ser criados como pets nem ser manipulados por pessoas sem o conhecimento técnico, mesmo que seja com boas intenções. Pior ainda é matar, caçar ou se alimentar desses animais. Isso causa desequilíbrio nas populações, interfere na teia alimentar e diminui os serviços ecossistêmicos que esses animais prestam de graça, como polinização, dispersão de sementes, controle de mosquitos e pragas, ciclagem de nutrientes e outros”.


A bióloga reforçou que é por essa razão que os animais podem virar pragas em plantações, começam a se aproximar das áreas urbanas, aparecem nos quintais e podem causar prejuízos, porque primeiro nós alteramos a sua vida natural. Outro ponto importante é que se alimentar de animais silvestres caçados no mato, expõe as pessoas no preparo da carne, em contato com fezes, sangue, saliva e também no consumo, mesmo após o cozimento, pois existem vírus, bactérias e toxinas que são resistentes ao calor.


Ela enfatizou que caso você encontre um animal silvestre fora da sua área devida ou apresentando comportamentos estranhos, não manipule, atraia, capture ou mate, se possível tire fotos e contate a secretaria de meio ambiente do seu município. Caso o animal seja filhote ou esteja ferido, você pode acionar o disque-resgate do CETAS – Centro de Triagem de Animais Silvestres do INEMA, através do Whats app: (71) 99661-3998. O disk-resgate pode ser acionado em todo o estado da Bahia por qualquer pessoa. Se você for ferido ou mordido por um animal silvestre, lave bem o local com água e sabão e procure atendimento médico o mais rápido possível. Por fim, caso você descubra algum foco de contaminação de doenças transmitidas por animais (zoonoses), contate a secretaria de saúde do seu município.


Segundo Arielle, o aumento da proliferação de doenças, aumento do aparecimento e das mortes de animais, ondas de calor, alteração do regime de chuvas, aumento da população de lesmas, mosquitos e espécies invasoras em plantações, dentre outros desequilíbrios ambientais são os efeitos das famosas mudanças climáticas no planeta e são muito preocupantes. Não temos mais tempo para destruição, precisamos manter os espaços naturais equilibrados, as florestas em pé, os animais vivos e os corpos d’água limpos e pujantes, para que a natureza siga seu fluxo autorregulatório e amenize os impactos das alterações climáticas em nossas vidas.

recentemente casos de ataques de raposas a seres humanos foram registrados em Cruz das Almas, e com confirmação de contaminação pelo vírus da raiva que pode ser fatal no ser humano.

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