Ao menos 14 cidades baianas não monitoram presença de agrotóxicos na água, revela MP

No último dia 21 de junho, o Ministério da Agricultura (Mapa) formalizou o registro de mais 31 agrotóxicos, totalizando 169 produtos autorizados apenas este ano.

Pelo menos 14 municípios baianos não fazem o monitoramento da qualidade das águas, conforme exige a lei, segundo revelou o Núcleo de Defesa da Bacia do São Francisco (Nusf) do Ministério Público estadual (MP-BA), durante evento do Fórum Baiano de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos, na última quinta-feira (4/7).

No encontro, que teve o objetivo de discutir o monitoramento de agrotóxicos na água para consumo humano, foi noticiado também que oito, dos 10 agrotóxicos mais utilizados na região do São Francisco, não passam pelo monitoramento realizado pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), por não constarem da portaria do Ministério da Saúde que lista os princípios ativos a serem fiscalizados.

A coordenadora do fórum, a promotora de Justiça Luciana Khoury, afirmou que o risco de presença de agrotóxico na água consumida na Bahia é grande e disse que uma alternativa é “fomentar uma agricultura mais limpa, livre de veneno, reduzindo o uso desses produtos químicos”.

Ela ressaltou, ainda, a “falta de rigor” nos padrões brasileiros de mensuração. “Um exemplo é o glifosfato, que no Brasil é aceito em uma proporção 500 vezes superior à permitida na maioria dos outros países”, pontuou.

EM TEMPO

No último dia 21 de junho, o Ministério da Agricultura (Mapa) formalizou o registro de mais 31 agrotóxicos, totalizando 169 produtos autorizados apenas este ano. Esse registro feito pelo Mapa verifica a eficiência no combate a pragas e doenças no campo e só é concedido quando o produto também é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que avalia os riscos à saúde, e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), que vê os perigos ambientais. O agrotóxico não é liberado sem o aval dos três órgãos. 

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