Diálogos Ecossistêmicos reúne diferentes setores para discutir futuro da BTS
A programação promoveu a troca de experiências e conhecimentos sobre o território, com foco na construção de soluções que conciliem conservação ambiental, inclusão social, valorização cultural e desenvolvimento econômico.
Representantes de comunidades tradicionais, poder público, academia, terceiro setor, iniciativa privada, cooperativas de reciclagem, coletivos e sociedade civil se reuniram na Marina da Penha, em Salvador, para discutir caminhos para o fortalecimento da Baía de Todos-os-Santos (BTS) e dos territórios costeiros. O encontro integrou o 12º episódio da série Diálogos Ecossistêmicos, promovida pela Associação de Mulheres do Mar (AMMAR), e reuniu cerca de 50 participantes em torno de temas como Governança Azul, Turismo Regenerativo, Inteligência Coletiva, Cooperação, Economia Circular e Cultura Oceânica.
A programação promoveu a troca de experiências e conhecimentos sobre o território, com foco na construção de soluções que conciliem conservação ambiental, inclusão social, valorização cultural e desenvolvimento econômico. Para Jacqueline Moreno, diretora de Sustentabilidade da AMMAR e coordenadora da série Diálogos Ecossistêmicos, é justamente a conexão entre esses diferentes atores que dá sentido à iniciativa. “O 12º Diálogos Ecossistêmicos reafirma que a transformação acontece quando diferentes setores se conectam. Reunir comunidades, academia, poder público, empresas e sociedade civil é fortalecer a Governança Azul e construir, coletivamente, novos caminhos para a Baía de Todos-os-Santos”, afirma.
Entre as convidadas desta edição estiveram Duda Lomanto, secretária do Mar de Salvador, e Heloísa Braga, comunicadora especializada em Turismo e idealizadora do Programa Passaporte, que participaram como Mulheres Impulsionadoras. A proposta foi ampliar o diálogo sobre os desafios e as oportunidades relacionados ao mar e aos territórios costeiros da BTS.
Na segunda parte da programação, o Coletivo Mulheres no Timão composto por Jacqueline Moreno, Adriana Muniz e Anna Paula Greck conduziu uma Oficina Livre da Década do Oceano. Divididos em grupos, os participantes analisaram as transformações ocorridas no território a partir de três períodos: o cenário anterior ao início da Década do Oceano, em 2021; os avanços e desafios observados entre 2021 e 2026; e as prioridades para o período de 2027 a 2030.
“A Oficina Livre foi um espaço de escuta e construção coletiva. Ao refletirmos sobre o que éramos antes de 2021, o que avançamos e quais são nossas prioridades até 2030, reunimos diferentes saberes para pensar o futuro dos nossos oceanos. Essas contribuições agora seguem para fortalecer essa agenda”, destaca Adriana Muniz, integrante do Conselho de Notáveis da AMMAR e coordenadora da série Diálogos Ecossistêmicos.
As contribuições produzidas pelos grupos serão sistematizadas e encaminhadas ao Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO), contribuindo para os debates sobre a agenda dos oceanos durante a Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU), que será realizada em abril de 2027, no Rio de Janeiro.
Articulação entre diferentes setores
A Marina da Penha, da Marinas PORTMAR, recebeu o encontro e apoiou a infraestrutura e a realização da programação. A iniciativa contou ainda com o apoio do Village Itaparica e da Wilson Sons, parceiros que contribuíram para viabilizar o encontro “lixo zero” e fortalecer a agenda de diálogo e cooperação relacionada ao mar e aos territórios costeiros. A articulação entre organizações da sociedade civil, comunidades, academia, poder público e iniciativa privada esteve entre os eixos do encontro, a partir da compreensão de que os desafios relacionados à BTS exigem participação de diferentes setores e integração de conhecimentos.
“Ao reunir experiências e perspectivas distintas sobre um mesmo território, o 12º Diálogos Ecossistêmicos coloca em discussão uma Governança Azul baseada na participação social e no reconhecimento da Baía de Todos-os-Santos como espaço de vida, cultura, trabalho, conservação, turismo, esporte e geração de oportunidades”, avalia Jacqueline Moreno.
Sobre a AMMAR
A Associação de Mulheres do Mar (AMMAR) é uma organização da sociedade civil que atua na promoção da cidadania, da justiça socioambiental e do desenvolvimento sustentável. Por meio de ações de educação, mobilização social, fortalecimento de lideranças e articulação entre diferentes setores da sociedade, a entidade desenvolve iniciativas voltadas à valorização dos territórios, à conservação dos ecossistemas e à construção de comunidades mais resilientes, inclusivas e participativas. Entre seus projetos está a série Diálogos Ecossistêmicos, que promove debates sobre temas estratégicos para o futuro das cidades, das comunidades e do meio ambiente.
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