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Professores de universidades estaduais anunciam paralisação nesta quarta (20)

A suspensão das atividades foi decidida em reuniões promovidas pela Associação dos Professores da UNEB (ADUNEB).

Os professores das universidades estaduais – UNEB (Universidade do Estado da Bahia), UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz) e UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) – farão uma paralisação de 24 horas na quarta-feira (20), afetando os campi localizados em várias áreas da Bahia.

Segundo os professores, a greve é uma forma de protesto contra a ausência de comunicação com o governo do estado. Eles afirmam que estão há quase dez meses sem lograr êxito nas negociações de suas demandas.

A suspensão das atividades foi decidida em reuniões promovidas pela Associação dos Professores da UNEB (ADUNEB), pela Associação dos Professores da UESC (ADUSC) e pela Associação dos Professores da UESB (ADUSB) nos dias 13 e 14 de maio, quarta e quinta-feira da semana anterior.

Os docentes solicitam a regularização dos adicionais de insalubridade e periculosidade; a restauração de direitos que foram removidos nos últimos anos, como os anuênios; a anulação da reforma da previdência estadual; a melhora no Planserv, com um aumento nos investimentos do governo; a elevação do repasse orçamentário do Estado para pelo menos 7% da Receita Líquida de Impostos; e a observância total do orçamento aprovado. As instituições de ensino também pleiteiam maior autonomia universitária e o fim da lista tríplice, conforme decidido para a UFBA a partir deste ano.

As solicitações foram apresentadas ao Governo em dezembro de 2025 pelo Fórum das ADs, um grupo de articulação Política que congrega as seções sindicais dos professores da UNEB, UEFS, UESB e UESC. Contudo, os educadores não conseguiram estabelecer um canal de comunicação com a administração estadual.

A Coordenadora Geral da ADUNEB, Karina Sales, declarou que a reunião mais recente ocorreu em 29 de julho de 2025. “Há quase dez meses buscamos a negociação. Temos direitos trabalhistas garantidos em lei que estão sendo desrespeitados, a exemplo dos adicionais de insalubridade. É importante lembrar que o governador, que agora vira as costas às universidades estaduais, é professor da UEFS. Esse desrespeito com os colegas é um absurdo!”, critica Karina.

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